Como me sinto ao ouvir essa música.
.
"Uma borboleta, num paradoxo interminável entre figuras e palavras, sons e cores, buscando algo que possa fazer algum sentido...".
Aquilo que se busca:
30.12.09
8.12.09
Fly....
"É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo." Clarice Lispector"
3.12.09
Paper Love
Cheguei a casa com as tuas flores de papel presas no coração. Escolhi uma jarra antiga, e plantei-as na sala onde descanso, sonho e trabalho. As tuas flores são enormes, generosas, simpáticas e guardam o teu perfume. Sempre que passo por elas, o teu cheiro entra pelo meu corpo e enche-me de bem estar. É sempre cheia de bem estar que me sinto quando penso em ti, na tua alegria, generosidade e beleza, mesmo que o nosso amor seja feito de papel como estas flores.
Não precisamos de o regar todos os dias, nem de adubos, nem cortar os caules. Nem sequer precisamos de água, o nosso amor é quase imaterial,
tu aí e eu aqui, milhares de quilómetros por terra e duas horas e meia de voo.
tu aí e eu aqui, milhares de quilómetros por terra e duas horas e meia de voo.
Quando te vejo, o meu amor desenhado no papel torna-se real, ganha vida, cor, textura e cheiro e somos só um na mesma casa, siameses a passear na rua, gémeos a conversar, namorados a dormir. A nossa vida enche-se com a do outro e tudo o que desejamos é que o outro esteja tão feliz como nós. Depois, quando me separo, já não choro. Sei que o que pode acontecer é um mistério da existência e quanto menos planear, mais sorte vou ter. Demoro alguns dias a descer à terra, vou ao supermercado e encho o frigorífico para disfarçar o vazio no coração e escrevo muito, porque enquanto escrevo é como se aqui estivesses ao meu lado, gémeos a dormir e namorados a conversar, a lareira acesa e a paz de uma continuidade sonhada, porém possível.
É um amor de papel, frágil e opaco, leve e branco, feito de ideias, de sonhos, de esperança e de muitas cores. Um amor sem planos nem projectos, quase adolescente, intenso, puro e perfeito, que não precisa de provas nem palavras.
O amor é um acto de fé, uma manifestação de esperança. É como plantar uma semente. Por isso, a última vez que te fui visitar, também trouxe uma caixa de bolbos para plantar no meu jardim. Estou atrasada porque o Inverno já começou, mas pode ser que tenha sorte e na Primavera a minha entrada em casa seja um festival de cores e aromas. Algumas flores vão morrer, outras vão ser mais pequenas, mas sei que as mais fortes vão vencer o frio e germinar com grande beleza e generosidade. E sei também que por esses dias te vou ver por aqui, a ensinar-me a cuidar delas, tu que cuidas do meu coração melhor do que ninguém e nem sequer sabes.
O nosso amor é de papel, como as flores que me deste e no papel há-de ficar, para sempre escrito nas minhas palavras. E se um dia se transformar em qualquer outra coisa, será sempre numa outra forma de amor, porque o papel vem das árvores, mas o amor vem do amor e nunca morre, mesmo depois de cortado, prensado e transformado, porque amor é como plantar um semente e tu já plantaste a tua no meu coração.
15.11.09
Você não pode tornar-se silencioso antes de se tornar louco
Osho, em "O Livro Orange"
14.12.08
Uma busca em mim...
Quando se está doente, procuramos uma cura, ou algo que nos ajude a se sentir melhor.
Sinto-me doente a algum tempo e hoje dou início a minha
busca pela cura, pela vida!
Não que eu esteja doente fisicamente (ao menos não tenho certeza), mas de uma coisa sei, estou doente psicologicamente.
Tenho 20 anos, estou desempregada e vejo a vida passando por mim. De fato não sou protagonista de minha história, mas estou disposta a sê-la!
Estou encarando minha história, fazendo um retrospecto de fatos marcantes e muitas vezes dolorosos, uma auto-análise para mudanças de atitudes; e uma busca pela minha vida, para ser autora e atriz de minha própria história.
Uma inspiração me trouxe até aqui: o término do livro
"A Menina que Roubava Livros" + meu avô e um primo morto + um alguém dos cabelos cor de limão + o filme "Tudo Acontece em Elizabethtown" + a música "Freebird - Lynyrd Skynyrd" + um documentário "Com câncer e ainda sexy" . Um combo bastante interessante e um pouco triste pra me fazer perceber que ver a vida passar e não fazer nada significa joga-la fora.
Algumas coisas tenho que admitir logo de cara: sou muito cabeça dura; preguiçosa, desinteressada, calculista, tenho péssimos hábitos alimentares, não sei
controlar meus horários, nem me relacionar com alguns tipos de personalidades
alheias, adoro mudanças, adoro inverno, comida, música e sexo.
Essa sou eu: Inconstante, Incompreensível, Imperfeita!
Welcome to my word!
Sinto-me doente a algum tempo e hoje dou início a minha
busca pela cura, pela vida!
Não que eu esteja doente fisicamente (ao menos não tenho certeza), mas de uma coisa sei, estou doente psicologicamente.
Tenho 20 anos, estou desempregada e vejo a vida passando por mim. De fato não sou protagonista de minha história, mas estou disposta a sê-la!
Estou encarando minha história, fazendo um retrospecto de fatos marcantes e muitas vezes dolorosos, uma auto-análise para mudanças de atitudes; e uma busca pela minha vida, para ser autora e atriz de minha própria história.
Uma inspiração me trouxe até aqui: o término do livro
"A Menina que Roubava Livros" + meu avô e um primo morto + um alguém dos cabelos cor de limão + o filme "Tudo Acontece em Elizabethtown" + a música "Freebird - Lynyrd Skynyrd" + um documentário "Com câncer e ainda sexy" . Um combo bastante interessante e um pouco triste pra me fazer perceber que ver a vida passar e não fazer nada significa joga-la fora.
Algumas coisas tenho que admitir logo de cara: sou muito cabeça dura; preguiçosa, desinteressada, calculista, tenho péssimos hábitos alimentares, não sei
controlar meus horários, nem me relacionar com alguns tipos de personalidades
alheias, adoro mudanças, adoro inverno, comida, música e sexo.
Essa sou eu: Inconstante, Incompreensível, Imperfeita!
Welcome to my word!

